Serralheria

A Oficina de Serralheria foi criada em Janeiro de 2001, em conseqüência do desmembramento da Oficina de Marcenaria, que executava em sua produção peças em ferro como complemento de seus produtos e das Oficinas de Vitral e Mosaico, como suporte para luminárias e pés de mesa para tampos de mosaico.

Os objetivos da Oficina de Serralheria são de propiciar ao portador de sofrimento psíquico a possibilidade de conquistar sua inclusão na comunidade através:

  • do aumento de sua auto-estima;
  • da capacitação pessoal e profissional;
  • da otimização dos recursos internos de cada um;
  • fornecimento de amparo nos momentos de crise, auxiliando-os na busca de melhores soluções para esse sofrimento.

A oficina conta com vinte oficineiros, que participam diariamente das atividades de produção de peças diversas, utilizando o ferro com matéria prima principal.

As atividades básicas desenvolvidas na oficina são:

  • o corte do ferro;
  • a enrolagem;
  • o ponteio;
  • a montagem (solda);
  • a pintura.

Através dessas atividades, pode-se obter dados sobre o estado interno dos usuários, dados esses que muitas vezes não se percebem pela expressão verbal ou corporal, mas pode-se perceber através da maneira como trabalha a peça tornando-se portanto fator importante na atividade terapêutica preventiva.

De acordo com a demanda, a oficina divide-se em duas frentes a partir dos monitores, sendo que cada um deles ocupa-se de atividades distintas e efetuam a escala das equipes. Basicamente um monitor ocupa-se das peças da linha comum já estabelecida, e outro se ocupa do que chamamos Novos Projetos, que consiste em elaboração de peças novas e outras sob medida.

Diariamente é feita urna análise dos pedidos e, determinadas as prioridades, sendo esse diálogo estabelecido entre a coordenadora, os monitores e oficineiros; a partir da ordem de serviço do dia é iniciada a produção — quando possível em série para agilizar o processo. A seqüência de montagem pode ser dada tanto pelos monitores quanto pela coordenadora, como pelos oficineiros — neste caso todos são orientados a efetuar o controle de qualidade, sendo que as peças com defeito ou irregulares não devem ser aceitas na próxima etapa do processo. Torna-se o cuidado de aproveitar os refugos na medida do possível, otimizando o material utilizado.

Apesar da produção de peças obedecer a um processo, toma-se o cuidado de indicar ao oficineiro como cada peça será utilizada, por qual tipo de cliente, qual ambiente estará ocupando, enfim, colocar a peça em um contexto maior e apontar ao oficineiro seu papel nesse contexto.

Na oficina, há uma escala de revezamento para limpeza e conservação das áreas comuns, anexas e proximidades.

A avaliação, na Oficina de Serralheria, é um processo que vem se aprimorando e se ajustando com o passar do tempo. Atualmente existe um consenso quanto à classificação das funções de acordo com o grau de complexidade de cada uma. São analisados também pontos como grau de envolvimento com a equipe e com as atividades, responsabilidade e interesse.

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